Pedira um beijo.
Ficou esperando, enquanto ele olhava fixamente para frente. Para sua decepção ele não dissera absolutamente nada, e eco do seu silêncio rebateu forte contra as paredes do carro.
A mente de cada um borbulhava, do ácido para o neutro, do quente para o gelado. Nenhum sabia muito bem o que se passava em seus corações.
Ela, a duvida de não saber se o amor acabara, se não conseguira conciliar dois homens em sua vida. Um que a fazia sorrir tanto, faze-la sentir tão viva em tardes cinzas.
E o outro, simplesmente o Homem de sua vida, aquele que decidira amar acima de todas as coisas.
Coisas que não sabia que seriam tantas, e após um ano e alguns meses de namoro estavam lá, já escurecendo, parados dentro do carro dele.
Ela finalmente disse:
- Se você não quer, já não há nada que eu possa fazer. Não posso alimentar esse amor sozinha. - E com o coração nas mãos foi para sair do carro.
Sentiu seu pulso ficar quente e era a mão dele pedindo pra que ficasse.
Olharam profundamente por um período incontável, e logo ele desabou.
Sua feição passara de dura para uma inimaginavel dor, que vinha de dentro para fora. Ela nunca o tinha visto chorar. Mas não tinha problema, ele a amava muito e daria tudo para poder crescer com ela, acreditar nela e sabia que os dois dariam o melhor de si para caminharem juntos.
Seu amor por ela era incondicional, e foi assim que a abraçou agarrando-se ao pano de suas roupas e molhando seus cabelos negros.
Ela o recebeu com uma compaixão no peito inexplicável, e ali, depois desses breves e duros momentos, conversaram sobre tudo o que realmente estava engasgado em suas gargantas.
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